Leveza e positividade

12/04/2020 22:04 • Conteúdo

Dentre tantas divisões que separam a humanidade surgiu mais uma: os que precisam de ajuda e os que podem ajudar. De que lado você está? Profissionais da saúde hoje vistos como heróis (sem capas e com EPIs) guardam os mesmos medos de todos, mas aprenderam a ter força quando escolheram esse jeito de viver. Como manter a sanidade quando a saúde e a escassez estão ameaçadas? Um desafio coletivo que pede a individualidade de cada um. É chegada a hora de arregaçar as mangas e mostrar que por trás das máscaras há sorrisos. Sim, dá pra sorrir de máscara.

Talvez este seja um dos caminhos para fugir dessa loucura que nos fora imposta. É do vírus que as pessoas precisam ser protegidas, não da nossa humanidade. O cuidar do outro passa pelo autocuidado. O serviço a uma causa ou o amor a uma pessoa precisa vir do olhar de quem cumpriu a função de ver a si próprio. Há muito ainda o que se enfrentar. E quando a cura para esse mal for declarada ou as curvas dos gráficos cessarem, que não voltemos como os invencíveis. Que a gente não se esqueça da nossa vulnerabilidade. Dos nossos medos.

Das nossas indigências. Que a gente recorde a nossa força, os nossos sorrisos e a nossa coletividade. Que a gente faça questão de multiplicar nossas ações de ajuda. Que continuemos aplaudindo as equipes de saúde, o pessoal da limpeza, cantando para os que estão na solidão de suas casas, ajudando os idosos, fazendo doações, explorando menos o meio ambiente e mais as nossas mentes. Que a gente tenha aprendido a ficar em casa. E dar o nosso melhor em nossos serviços. Porque tem muita gente que precisa de nós.

E nós precisamos de muita gente. Estamos interligados a tudo e a todos. Na nossa humanidade e na nossa materialidade. Que a gente volte diferente porque nunca mais seremos igual ao que já fomos. E, alegrem-se, pois estamos um dia mais perto de abraçar aqueles que hoje estão distantes. E nós, profissionais da saúde, vamos ter a chance de mostrar nossos sorrisos largos e como nós também sabemos abraçar tão bem.

Crédito: Eloiza Ribeiro @eloizaribeiro_

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