Codependência

04/03/2020 08:03 • Blog

Separar o joio do trigo dá trabalho, demanda tempo, olhar atento e sobretudo responsável, bem como, separar o que é meu do que é seu.

Estamos acostumados a olhar para fora com o firme propósito de encontrar respostas, alguém a quem possamos responsabilizar por nossos fracassos, dores e tristezas ou um salvador da pátria que venha nos resgatar.

A tarefa aqui é bem simples, temos três cadeiras, feito a dança das cadeiras:

1ª cadeira – A super protetora, a que cuida e faz tudo pelo outro, abrindo mão dos próprios interesses e desejos.

2ª cadeira – A juíza, a que se vinga, julga sem dó nem piedade quando a resposta é diferente daquilo que espera.

3ª cadeira – A vítima, a que fez tudo pelo outro, gastou tempo, dinheiro, energia e bla bla blá e não teve reconhecimento.

Você seria capaz de dizer em qual cadeira se vê sentado agora? 

Na psicologia, damos o nome a esse tipo de relação de codependência, pode ser com o filho, marido, esposa, chefe, amigo, entre outros. Em tradução nada convencional, diria que um se abastece emocionalmente do outro ou se vampirizam. 

Saber identificar essa dependência e respeitar os próprios desejos, faz toda diferença, mas é preciso coragemtraduzido aqui por cor/coração e agem/ação. Ação que vem do coração para identificar: 

Por que permanece nessa relação?

Qual o ganho que tem ficando?

Por que coloca as necessidades do outro, acima das suas próprias?

Resistir e permanecer na “zona de conforto” ou acolher novas possibilidades, só depende de nós. 

Patricia Mesquita
Psicóloga – CRP 05/17582

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